Fabricio Bomjardim

Blog sobre as relações entre o Brasil e os países asiáticos

China critica sanções ao Irã

fazer um comentário »

O chanceler da China pediu que, ao invés da imposição de sanções, mais esforços diplomáticos deveriam ser feitos para resolver a questão do programa nuclear do Irã.

Yang Jiechi fez o comentário ontem, sexta-feira, durante um discurso proferido na Conferência sobre Segurança que está sendo realizada em Munique, na Alemanha. Esta foi a primeira vez que um chanceler chinês participa de um encontro de cúpula entre políticos encarregados de assuntos de segurança e política externa.

Yang disse em seu discurso que o Irã não havia rejeitado por completo a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica, segundo a qual o país deveria enviar urânio para o processamento de bastões combustíveis fora do país.

O chanceler insiste na resolução da questão através dos canais diplomáticos para a manutenção da estabilidade da região, repetindo que a China se opõe à sugestão dos Estados Unidos e de algumas nações da Europa para que mais sanções sejam impostas ao Irã.

07 de fevereiro, NHK portuguese.

Escrito por fbshifu

07/02/2010 em 0:53

Publicado em China, Noticias

Etiquetado com ,

China administra uso da internet conforme normas internacionais

fazer um comentário »

O porta-voz do gabinete de imprensa do Conselho de Estado da China afirmou ontem (24) que os princípios e políticas adotadas pelo país no desenvolvimento e na administração da internet estão de acordo com as normas internacionais e com a realidade do país.

De acordo com as informações divulgadas pelo porta-voz, a China possui 38,4 milhões de internautas e 3,68 milhões de sites, e a popularização da internet no país é superior ao nível médio mundial. Os internautas chineses, segundo ele, possuem direito pleno de expressar suas opiniões na internet dentro do âmbito permitido pela lei.

O porta-voz ressaltou ainda que o país protege a liberdade de expressão e a propriedade intelectual na internet, mas proíbe seu uso para derrubar o poder nacional, prejudicar a reunificação nacional, incitar o ódio, o separatismo étnico, divulgar seitas satânicas e fundamentalistas, informações obscenas, pornográficas, violentas e terroristas. Isso, de acordo com o porta-voz, não tem nada a ver com o que chamam de “restrição à liberdade na internet”.

O porta-voz salientou que a China pretende reforçar intercâmbios e cooperações internacionais sobre internet com base na igualdade e no respeito, mas que se opõe às acusações infundadas sobre a maneira como a China administra a questão da internet no país.

Escrito por fbshifu

25/01/2010 em 10:26

Publicado em China, Noticias

Aliança de Suzuki com Volkswagen deverá resultar na formação de maior fabricante de carros em todo o mundo

fazer um comentário »

25 de janeiro, NHK em portuguÊs.

A aliança da montadora japonesa, Suzuki Motor, em parceria de capital com a Volkswagen da Alemanha, deverá resultar na formação de uma montadora de maior porte em todo o mundo, em termos de vendas.

As cifras de vendas globais dos fabricantes japoneses, divulgadas hoje, segunda-feira, mostram que a Suzuki vendeu um total de dois milhões e 300 mil veículos no ano passado, representando uma queda de 2 porcento em relação à cifra de 2008.

Com as vendas da Volkswagen que atingiram cerca de 6 milhões e 300 mil unidades, a aliança das duas firmas resultará num total de vendas de 8 milhões e 600 mil unidades.

Esta cifra é superior à da Toyota Motor, o maior fabricante de carros em todo o mundo, em 2008. A Toyota viu as vendas de seu grupo caírem em 13 porcento, ficando assim num total de 7 milhões e 800 mil unidades para o ano de 2009.

As vendas globais de outros fabricantes japoneses no ramo não tiveram aumento.

Mas a exportação para os países emergentes como a China e Índia estão crescendo. Analistas do mercado adiantam que a demanda crescente nas economias de rápido crescimento vai se tornar a chave para sucesso no ramo destes negócios.

Escrito por fbshifu

25/01/2010 em 10:18

Publicado em Japão, Noticias

Etiquetado com ,

Japão anunciará 70 milhões de dólares em assistência ao Haiti

fazer um comentário »

25 de janeiro NHK em português.

O Japão deve anunciar o fornecimento de 70 milhões de dólares em auxílio para a reconstrução do Haiti.

O vice-chanceler do Japão, Koichi Takemasa, chegou domingo em Montreal, no Canadá, onde deve participar de um encontro internacional que discutirá assistência ao Haiti.

Takemasa disse à NHK que o Japão está pronto para oferecer auxílio adicional ao país, e deve anunciar seu compromisso durante a conferência, programada para começar nesta segunda-feira.

O governo japonês anunciara anteriormente o envio de 5 milhões de dólares em materiais de emergência para o Haiti.

Fontes ligadas ao governo informam que os 65 milhões de dólares adicionais serão destinados aos esforços de longo prazo de reconstrução do país.

Escrito por fbshifu

25/01/2010 em 10:06

Publicado em Sem categoria

Etiquetado com

VENDA DE ARMAS NORTE-AMERICANAS PARA TAIWAN PÕE EM RISCO A ATUAL HARMONIA DAS RELAÇÕES SINO-AMERICANAS

fazer um comentário »

Desde que Barack Obama assumiu a presidência dos Estados Unidos da América, as relações sino-americanas vêm se mantendo em um ritmo estável. Porém, um Contrato anunciado pelos estadunidenses de venda de armas para Taiwan poderá ser o início de uma crise nas relações entre norte-americanos e chineses.

Os Estados Unidos estabeleceram com Taipei (Taiwan) um acordo de venda dos mísseis balísticos de defesa “Patriot”, conhecidos pela sigla PAC-3, e fabricados pela empresa Lockheed Martin.

Esses mísseis são os melhores de sua classe e estavam incluídos no pacote de 6,5 bilhões de dólares, em vendas de armas para Taiwan. A negociação foi aprovada no final do ano de 2008, durante a gestão do então Presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Devido a essa venda de armas para a ilha de Formosa, no dia 7de janeiro, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Jiang Yu, em entrevista coletiva para a imprensa em Beijing, afirmou que “a China opõe-se firmemente à venda de armas por parte dos Estados Unidos para Taiwan. Nossa posição é consistente e clara. (…). Estamos reconhecendo as graves conseqüências da venda de armas dos Estados Unidos, (…) descumprindo os três comunicados conjuntos entre a China e os EUA, especialmente os princípios estabelecidos no Comunicado Conjunto de 17 de agosto de 1982”.

A declaração conjunta do dia 17 de agosto de 1982 afirma que os Estados Unidos não podem desenvolver uma política de venda de armas para Taiwan em longo prazo e devem reduzir de forma gradual o número de negócios militares com este país.

Jiang também pede a empresa envolvida que interrompa as negociações, para não interferir na Soberania e nos interesses da China em Taiwan, além de prejudicar a segurança nacional da China.

A aprovação da venda dos mísseis balísticos americanos provocou grande “insatisfação” de Beijing com Washington. No dia 9 de janeiro, o Ministério da Defesa chinês publicou em seu site oficial (www.mod.gov.cn) a sua “raiva” sobre a venda dos mísseis Patriot, no artigo “China ‘strongly’ urges U.S. to immediately stop arms sales to Taiwan / China insta ‘vigorosamente’ os E.U. a interromper imediatamente a venda de armas à Taiwan”.

Durante sua entrevista ao canal de informações oficial chinês, a estatal Xinhua, o vice-chanceler da China, He Yafei, novamente fez declarações contra a venda dessas armas, exigindo que o governo dos Estados Unidos cancele de imediato o contrato e quaisquer contratos militares entre eles e a ilha de Formosa.

He Yafei alega que os Estados Unidos não estão respeitando os princípios das relações sino-americanas, ao desrespeitar a política de “uma só China” com este negócio que estão fazendo com os taiwaneses.

Para ele, o governo norte-americano reconhecem esta política do governo de seu país desde 1979, deixando de reconhecer Taiwan como um Estado. Porém, continua sendo o seu maior aliado, interferindo nos interesses chineses nas negociações de reunificação dos dois lados do estreito de Taiwan. A partir do momento em que estabelece acordos militares e laços diplomáticos com Formosa, mostram-se contraditórios, pois reconhecem a Ilha como uma nação independente.

O ano de 2010 inicia com desentendimentos entre os governos chinês e norte-americano e o caso de Taiwan pode interferir seriamente nas relações entre os dois países, pondo-as em risco*. He Yafei pede que o governo estadunidense fique atento ao comunicado conjunto do dia 17 de agosto de 1982 e, com base nele, retroceda em sua decisão de vender as armas, cancelando o Acordo.

A questão de Taiwan é um problema importante e sensível entre China e EUA. O contrato de venda de armas aumenta a visão negativa do governo chinês para com Washington e aumenta ainda mais a “barreira” que impede o avanço de melhores laços nas relações diplomáticas bilaterais.

—————————————————————————————————————————————-

* Em análise de conjuntura publicada no site do CEIRI, no dia 4 de janeiro, com o título “AS RELAÇÕES DOS ESTADOS UNIDOS COM A CHINA E O CASO DE TAIWAN”, observou-se o desafio de Obama em manter os contatos com Taiwan, sem abalar suas relações com a China continental. Também foram apresentadas análises sobre os problemas que tem o presidente americano com relação à venda de armas, como os caças F-16 para a renovação da frota taiwanesa.

Escrito por fbshifu

13/01/2010 em 23:12

Publicado em China

Etiquetado com

O JAPÃO JÁ ESTÁ PROJETANDO SUAS FUTURAS RELAÇÕES COM A CHINA

fazer um comentário »

Durante o ano de 2009, ano em que a crise financeira global atingiu fortemente a economias de vários países, muitas nações buscaram estreitar as relações com a República Popular da China (RPC), tendo em vista as oportunidades geradas pela sua economia que não sofreu com a crise tanto quanto os demais.

Com o Japão, até então a segunda maior economia mundial, não foi diferente. O governo japonês viu o momento de também melhorar suas relações com a China, não apenas nas relações comerciais, mas também as relações diplomáticas.

Em questões comerciais e empresariais, o Japão está em contato com o governo da RPC para aumentar o número de acordos comerciais bilaterais. Este crescimento se deu devido à pressão do setor empresarial e comercial japonês sobre o seu governo, pois, segundo a visão empresarial, é fundamental que os empresários chineses aumentem os seus investimentos no Japão para manter a estabilidade em alguns setores, como o industrial e alimentar.

No dia 15 de dezembro, Xi Jinping, vice-presidente da China, em visita ao Japão, se encontrou com autoridades políticas e representantes comerciais e empresariais nipônicos para discutirem os laços entre as duas nações. Para os japoneses alcançar boas relações com a China, Jinping é uma chave fundamental para consolidar fortes laços entre as duas nações, tanto em curto quanto em longo prazo.

O vice-presidente chinês não é muito conhecido no Ocidente, pois até dois anos atrás, estava apenas envolvido em questões de política regional, mas ele é uma autoridade destacada pelos governantes japoneses, que o vêem como o futuro presidente da China.

Segundo Harunobu Kato, comentarista da TV estatal japonesa NHK, esta última visita de Jinping ao Japão foi uma reação aos apelos de setores da sociedade de seu país em seus esforços para estabelecer laços estreitos com o provável futuro líder da China.

A importância de se manter laços estreitos com Jinping e seu país é tão grande, que o vice-presidente chinês teve a honraria máxima oferecida a um visitante no Japão: encontrar-se com o Imperador japonês Akihoto.

Para Kato, Xi Jinping está quase assegurado como futuro presidente da China. Os seus principais adversários estariam entre o vice-premiê e alguns jovens líderes que têm pretensões de se promoverem aos cargos de alto escalão do governo, mas que não almejam a Presidência.

Hu Juntao foi nomeado presidente da China por Deng Xiaoping, que até então era o dirigente mais influente do país, e não pelo seu predecessor, Jiang Zemin. Desta forma, na visão dos japoneses é provável que o próximo presidente chinês seja uma autoridade aprovada por Jiang Zemin. Deste raciocínio nasceu a aposta em Jinping como um futuro presidente da RPC.

O comentarista da NHK assinala que Hu Juntao já está preparando um futuro sucessor para Jinping, caso este assuma o cargo. A estratégia de Juntao seria permitir que um dirigente de uma facção rival assuma a Presidência enquanto ele prepara um novo dirigente de sua própria facção, que assegurará o cargo na sequência.

Este candidato seria Hu Chunhua, da Liga Jovem Comunista, do Presidente Hu Juntao. Ele foi nomeado secretário da região autônoma da Mongólia Interior. Está ainda na faixa dos 40 anos e não é habitual que alguém tão jovem alcance tamanha projeção política na China, por isso sua preparação em longo prazo.

Os atuais e futuros governantes do Japão estão mais cautelosos e observam atentamente as possíveis sucessões políticas da China e, com isso, estão elaborando estratégias para manter boas relações com esses prováveis futuros mandatários chineses e assegurar o estabelecimento de fortes relações bilaterais.

________________________________________________________

* Nota original publicada dia 30 de dezembro no site do CEIRI

Escrito por fbshifu

13/01/2010 em 23:09

EUA/China: Responsáveis militares garantem que venda de armamento a Taiwan vai continuar

fazer um comentário »

Washington, Estados Unidos 13/01/2010 19:36 (AP LUSA)

Temas: Política, Forças Armadas, Diplomacia, Conflitos (geral), Armamento

Washington, 13 Jan (Lusa) – Responsáveis militares norte-americanos asseguraram hoje que vão continuar a fornecer armamento a Taiwan para que a ilha se possa proteger contra um possível ataque da China, apesar de Pequim encarar essas vendas como uma intromissão.

Numa audiência no Congresso dos Estados Unidos, oficiais do exército afiançaram hoje aos legisladores que a China está a acelerar preparativos para uma luta curta e intensa contra a ilha “secessionista” de Taiwan, que Pequim encara como parte integrante do território chinês.

O reforço militar chinês, que inclui mais de 1000 mísseis balísticos estacionados perto de Taiwan, contrasta com a melhoria das relações entre os dois rivais desde a eleição, em Março de 2008, do presidente taiwanês Ma Ying-jeou.

As declarações dos responsáveis militares norte-americanos surgem numa altura em que os EUA preparam o anúncio oficial de vendas de armamento a Taiwan, e depois de na segunda-feira o exército chinês ter feito ensaios de um novo sistema de intercepção e destruição de mísseis em voo.

O teste foi levado a efeito depois de Pequim ter condenado a venda de mísseis norte-americanos “Patriot” a Taiwan, alegando que esse fornecimento é uma intromissão nos assuntos internos do país e podem levar a conflito.

O comandante das forças dos Estados Unidos no Pacífico, almirante Robert Willard, considerou que os avanços militares de Pequim agravam o já forte desequilíbrio de capacidade militar que existe entre a China e Taiwan.

SK.

Lusa/fim

Escrito por fbshifu

13/01/2010 em 22:52

Publicado em China

Etiquetado com , ,

Ásia enviando ajuda ao Haiti

fazer um comentário »

O terremoto que afetou grande parte do Haiti, causando grande número de mortos e feridos e destruição da estrutura do país está mobilizando nações do mundo todo para enviarem ajuda humanitária ao país. Com os países da Ásia não esta sendo diferente.

A Coréia do Sul esta encaminhando um diplomata para o país e confirmar se houve vítimas de moradores sul-coreanos e está analisando meios de fornecer ajuda ao país.

O governo japonês ainda não divulgou se entre as vítimas do terremoto, havia japoneses residentes ou turistas envolvidos, ainda não se tem informações precisas sobre a questão.

O governo Chinês anunciou hoje que enviará ajuda ao país. Embora a China não mantenha relações diplomáticas com o Haiti, país que reconhece Taiwan como um Estado e mantém relações diplomáticas com o governo de Taipei (Taiwan).

O governo acompanha o número de chineses residentes e funcionários da missão da paz da ONU (Organização das Nações Unidas), e também os compatriotas de Macau e Hong Kong que no Haiti, segundo Jiang Yu, porta voz da chancelaria chinesa, o governo ira dar assistência aos compatriotas e também aos cidadãos haitianos.

Jiang informou que a Cruz Vermelha da China ira para o Haiti, ele encaminhará uma das equipes mais experientes.  “A maioria da equipa é muita experiente e já efetuou muitas operações de salvamento deste tipo nos últimos anos” afirmou.

A equipe possui mais de 50 elementos já esta pronta e a caminho do país, onde ira se encontrar com a equipe de ajuda internacional da china composta por uma equipe de 11 homens e 4 mulheres, que partiram hoje para o país.

Hoje a china possui 125 membros da política no Haiti que fazem parte da missão de paz da ONU, eles mais as duas equipes de “ajuda de emergência”, estarão encarregados em auxiliar nas necessidades do país neste momento.

“Acreditamos que o povo do Haiti, sob a liderança do seu governo, conseguirá ultrapassar as dificuldades e reconstruir depressa as suas casas com a ajuda da comunidade internacional”, disse também a porta-voz do MNE chinês, Jiang Yu.

Escrito por fbshifu

13/01/2010 em 22:44

Convidamos para a 5ª Festa do Ano Novo Chinês “Ano do Tigre”

fazer um comentário »

A festa ocorrerá nos dias 6 e 7 de Fevereiro na Praça da Liberdade das 10:00 às 20:00h.

Será uma grande oportunidade de conhecer um pouco mais da cultura chinesa como: música dança, artes marciais e culinária. Maiores informações e programação estão no site: www.anonovochines.com.br

Divulgue para seus amigos e parentes e familiares!

E quem quiser e puder nos ajudar estamos precisando de mais voluntários para fazer parte da equipe de apoio.

Por favor, façam suas inscrições através do Formulário ou encaminhe e-mail para a coordenação.
Informe no e-mail nome completo contato e horário que pode nos ajudar.

Necessitamos de ajuda:

Sexta-Feira montagem 20:00 até terminar (pode sair à hora que necessitar)

—– Sábado das 10:00 às 15:00 e 15:30 às 20:00
—– Domingo das 0:30 às 15:30 e 15:30 às 21:00

Duvidas procure pelo coordenador dos Voluntários do ANC 2010 Fabricio Bomjardim através do e-mail: fbshifu@gmail.com.
____________________________________________________________________
Link formulário de cadastro:
http://spreadsheets.google.com/viewform?hl=pt_BR&formkey=dENWc293MTEzQ2J2OERjNE53OXJWUnc6MA

Escrito por fbshifu

10/01/2010 em 23:32

A “GUERRA FRIA” DA CHINA E ÍNDIA

fazer um comentário »

Publicação original no site do CEIRI dia 21 de dezembro.

No início do século XXI, a Índia e a China entraram em uma fase de melhoras em suas relações, tanto econômicas, quanto diplomáticas. Porém, estão entrando em ma nova fase: uma “guerra fria” em termos econômicos no continente africano, desenhando uma configuração geopolítica na região.

A economia foi o principal fator impulsionador da melhora das relações entre os dois gigantes emergentes ao longo dos últimos nove anos, registrando que, no ano 2000, as relações comerciais entre ambos os países apresentaram a marca de US$ 3 bilhões e, no final do ano passado (2008), a marca chegou a US$ 51 bilhões.

Os contatos entre Índia e China não se limitaram apenas ao crescimento das relações comerciais, mas também no campo diplomático e militar. Em dezembro de 2007, na cidade de Kunming, no Sul da China, militares dos dois países participaram de uma série de exercícios militares, contando com a presença de mais de 100 profissionais de cada lado.

Em dezembro de 2008, foi realizada a segunda parte dos exercícios militares conjuntos, desta vez realizada em território indiano, na cidade de Belgaum. No ano passado (2008), o tema para a realização desses exercícios foi o combate ao terrorismo e a luta contra a insurgência.

Foram os primeiros exercícios militares conjuntos realizados na história dos dois países. Antes, esse tipo de preparação era impossível de ser realizada, pois, desde a guerra travada entre Índia e China, em 1962, a cooperação militar e outros assuntos militares eram descartados.

Apesar desse curto renascimento de aproximações apresentado nesses últimos anos, o clima voltou a mudar em 2009 após a tentativa chinesa em expandir sua influência econômica e militar na África.

Em análise de conjuntura publicada no site do CEIRI, no dia 9 de novembro, titulada “BRIC EM DISPUTA PELA ÁFRICA”, foi apresentada a atuação dos membros do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no continente africano e, entre as quatro nações, Índia e China ,hoje, são as que tem maior destaque na região.

O continente africano se tornou um campo básico de disputa econômica entre os dois países. A China começou a se aproximar de forma mais aprofundada no continente há uma década, apostando nos investimentos baseados em empréstimos com condições excepcionalmente favoráveis para o desenvolvimento de fortes relações comerciais.

Esse país aposta no desenvolvimento dos países africanos, assim como foi apresentado em análise de conjuntura publicada no site do CEIRI no dia 2 de dezembro titulada “NEOCOLONIALISMO: O FUTURO DAS RELAÇÕES SINO-AFRICANAS” e a tendência das relações sino-africanas é de expansão para os próximos anos.

A Índia, por sua vez, não demorou a entrar no jogo da influência econômica neste continente. Os indianos entraram com o desejo de competir e limitar a liberdade de movimentos dos chineses naquela região. A Índia, hoje, é o que possui o maior número de projetos em termos de Investimento Estrangeiro Direto (IED) na África, com 130 projetos seus, contra 86 da China.

Embora haja um número de projetos maior do que da sua concorrente, os investimentos indianos na África chegam apenas a US$ 25 bilhões, contra os US$ 55 bilhões investidos pela China. No entanto, a Índia se move com rapidez para alcançar os chineses nos investimentos, mas ainda não está sendo o suficiente para competir com igualdade.

Na cúpula entre Índia e os líderes dos países africanos, o país prometeu, em 2008, créditos em forma de “ajuda econômica”, aproximando-se dos US$ 6 bilhões, porém esta promessa não foi cumprida até o momento.

A China foi além. Em resposta a promessa indiana, liberou US$ 10 bilhões para África, no final do mês de novembro de 2009. Quase o dobro da promessa indiana. Além disso, está em vias de perdoar as dívidas que os países mais pobres do continente têm consigo, de acordo com a afirmação o presidente chinês, Wen Jiaobao, feita durante o “Fórum de Cooperação China-África”, realizado no dia 8 de novembro de 2009.

Durante o Fórum uma série de acordos foram firmados entre chineses e países africanos para a exploração dos recursos naturais, garantindo-lhes, a realização de obras de infra-estrutura.

Nesta “Guerra Fria” entre China e Índia no continente africano os indianos estão crescendo, mas os chineses estão em grande vantagem, pois a sua aposta sobre o continente está sendo vantajosa para o “Dragão Asiático”, já que este não para de crescer e já está construindo campos de ação para o futuro breve.

Escrito por fbshifu

23/12/2009 em 16:34

Publicado em China, Noticias, Índia

Etiquetado com ,